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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Soja pode substituir o Whey Protein !


Suplemento alimentar consumido por adeptos de atividades físicas e frequentadores de academias, o whey protein  promete ajudar no ganho de massa muscular. No entanto, os adeptos de uma alimentação mais saudável (ou de custo mais baixo) podem ter alternativas ao produto. Alimentos como soja, carne, leite e vísceras como o fígado de boi, podem ser algumas dessas alternativas. 

O whey protein geralmente é feito a partir do soro do leite e é importado. O produto tem três principais benefícios: redução da fadiga e maior queima de gordura, rapidez e facilidade de ganho de massa muscular, e favorecimento de recuperação e síntese proteica - processo que sintetiza as proteínas do corpo. 
Por ser um suplemento, não um medicamento, o uso do whey protein não exige avaliação de um especialista ou receita médica para ser comprado, mas é recomendado ouvir um profissional que indique o uso correto, de acordo com Andréia Pereira, nutróloga do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, assim como a quantidade diária dos alimentos naturais que o substituem exigem, caso contrário, eles podem engordar.
“O ideal é que o usuário seja orientado por um profissional da nutrição esportiva e que faça exames médicos antes de começar a usar suplementos. Se a pessoa tiver algum problema renal não diagnosticado, por exemplo, o uso do whey protein vai piorar o problema”, explica a médica.

Quando ingerido em excesso, o whey protein causa acúmulo de nitrogênio no organismo, pois a substância não é totalmente filtrada pelos rins, o que dificulta a excreção de amônia, causando desconforto abdominal, cálculo renal, entre outros problemas. “Caso a pessoa não tenha problema renal e ingira o suplemento na quantidade recomendada, dificilmente diagnosticamos algum malefício. Por isso, a importância de saber necessidade diária do produto e dos alimentos mais proteícos”, complementa Andréia.
Atenção, consumidor!
Em 2014, o Inmetro fez teste com 15 marcas de whey protein. Os resultados revelaram os produtos fabricados por 14 das empresas testadas continham alguma divergência entre seus compostos reais e as informações apresentadas nos rótulos dos suplementos.
Entre as marcas testadas, somente quatro apresentaram quantidade de carboidratos compatível com a apresentada na embalagem. Outro resultado alarmante diz respeito à presença de substância não apresentadas no rótulo do produto: produtos de cinco marcas testadas tinham compostos não revelados ao consumidor.
Alternativas naturais
E quais são as alternativas naturais ao whey protein, para aqueles que não desejam consumir o suplemento? Andréia recomenda todos os alimentos proteicos – carnes, ovos, queijos, leites e derivados -, mas, assim como deve ser com o suplemento, também ingeridos em quantidade adequada e com acompanhamento de um profissional de nutrição.
Sabrina Rocha, dermatologista e médica ortomolecular, diz que alguns dos alimentos que podem substituir o suplemento são ainda mais benéficos que o whey protein, já que têm maior concentração de proteína. “A quantidade média de proteína num scoop de whey é 25g. Alguns alimentos ultrapassam esse valor de proteína, como a soja em grão. Cada 100g desse alimento contém 36 g de proteína. Outros alimentos também tem maior concentração de proteína que o whey protein, mesmo que sejam ingeridos em menor quantidade que o suplemento, como o filet mignon, o fígado bovino e o frango”, esclarece.

Fonte: Globo

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Conheça o HIIT, método que pode queimar até 1.000kcal em 30 minutos - Projeto Verão !

Queridinho de celebridades como Christy Turlington, Khloé Kardashian e Karlie Kloss, o High Intensity Workout é perfeito para quem quer secar até o verão!

Quando o assunto é entrar em forma, não existe milagre: a combinação alimentação saudável mais exercícios físicos frequentes é sempre a melhor escolha para quem quer enxugar aqueles quilinhos a mais. E, se você só começou a corrida contra a balança agora (e quer dar uma bela secada até o verão), o High Intensity Workoutpode ser a resposta perfeita.
Mais conhecido como HIIT, o método é queridinho de celebridades comoKarlie Kloss, Christy Turlington e Khloé Kardashian – que enxugou cerca de dez quilos desde que começou a praticar a modalidade –, e intercala períodos de esforço de altíssima intensidade por outros de baixa intensidade. Com aulas de, em média, 30 minutos de duração, ele pode queimar de 300 kcal a 1.000 kcal – quanto mais bem condicionada você estiver, mais irá gastar.  No Brasil, a Academia Leven, em São Paulo, é uma das maiores referências no assunto – e Vogue entrevistou Rodrigo Cenzi, diretor técnico, para contar todos os detalhes sobre o método.
1) Como você definiria o método HIIT? É uma mistura de modalidades? 
O HIIT consiste na manipulação de inúmeras variáveis, que vão desde a intensidade e a duração do estímulo (exercício), duração e intensidade do descanso, a modalidade utilizada, o número de repetições, o número de séries, bem como a duração da recuperação entre séries e intensidade empregada. São usados exercícios que solicitem uma grande massa muscular e que envolvam muitas articulações do corpo para serem trabalhadas ao mesmo tempo. O HIIT trabalha sempre acima de 90% do VO2máx – que é bastante forte. Podemos trabalhar o método de diversas maneiras, por exemplo, com corrida, ciclismo, transport, remo etc.
2) Como surgiu o método?
O método foi difundido pela indústria do fitness devido ao grande número de estudos comprovando sua eficácia. Alguns nomes que ajudaram a difundir o HIIT foram Izumi Tabata (treinamento de atletas) e Martin Gibala, que desenvolveu um protocolo para não atletas. Porém, antes disso já se trabalhava com o treino intervalado (década de 1950) com atletas, com um formato semelhante ao que utilizamos hoje.
3) Para quem o HIIT é indicado? Há alguma contraindicação? 
O HIIT é indicado para indivíduos treinados. Sendo contraindicado para sedentários. Porém, para os indivíduos sedentários podemos utilizar um protocolo semelhante ao HIIT, desde que seja feito dentro de suas condições físicas, realizando uma progressão nas variáveis citadas na questão 1 até que o indivíduo consiga treinar dentro dos parâmetros reais de HIIT.
4) Como funciona uma aula?
Podemos utilizar puramente o HIIT (corrida, bike, transport etc) durante uma aula. Ou então incluir uma sequência de HIIT dentro de um circuito funcional. Exemplo de série: corrida na esteira, sendo 10 vezes de 60 segundos, com 60 segundos de descanso nos intervalos. A intensidade para realmente ser classificado como HIIT deve ficar acima dos 90% do VO2, porém, como isto seria impossível para a maioria dos indivíduos, podemos trabalhar com 60% do VO2máx, ou, 75% da frequência cardíaca máximo. Assim uma pessoa pouco condicionada conseguiria treinar utilizando protocolo semelhante ao HIIT até melhorar o condicionamento.
5) Até quantas calorias podem ser queimadas em uma aula só?
O treinamento HIIT não se resume somente a calorias queimadas. Ele gera um aumento do metabolismo basal, com aumento da densidade mitocondrial, aumento do EPOC – consumo de oxigênio pós-exercício por até 24h - e adaptações cardiovasculares e metabólicas. Mas, resumindo, podemos dizer que um treino de HIIT pode queimar entre 300 a 1.000 calorias. Quanto mais condicionado o indivíduo, mais calorias ele irá gastar.
6) Na Leven como funciona o “programa” de HIIT? Vocês aconselham fazer outro exercício também? 
Na Leven mesclamos o HIIT com HIRT, esse último para hipertrofia e resistência. Quando um aluno iniciante entra na academia, primeiro focamos em correções necessárias, por exemplo, postura, músculos encurtados ou fracos, melhoria gradual de capacidade cardiorrespiratória, entre outros. Somente depois utilizarmos o HIIT. Na Leven os personais trainers são qualificados e prescrevem o treino respeitando a individualidade de cada aluno –  ou seja, ela vai inserir o HIIT quando o aluno estiver pronto.
7) Quais são as partes do corpo em que se sente mais resultado e por quê?
No corpo como um todo há resultados visíveis. Porém, aquela gordura localizada na barriga (gordura visceral) é eliminada de forma eficiente com o HIIT.

Fonte: Vogue

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O que Comer e Beber Pré e Pós Treino ? Nutricionista indica alimentos e hábitos que ajudam a emagrecer



De nada adianta praticar atividade física se você não se alimentar da forma correta. As carências nutricional e energética são grandes inimigas dos seus objetivos ao praticar exercícios físicos, sejam eles emagrecer, ganhar massa muscular ou melhorar o desempenho esportivo. Segundo a nutricionista Alessandra Luglio, para que o corpo humano funcione de forma saudável, ele precisa de uma alimentação equilibrada que inclua carboidratos, proteínas, vitaminas, minerais, fibras e gorduras. Sim, até de gorduras!

O que faz a diferença, de acordo a especialista, é saber dosar a quantidade de cada nutriente. As gorduras vegetais, – presentes em alimentos como azeite de oliva, castanhas, linhaça, chia e abacate são as mais saudáveis. Já as de origem animal – presentes em carnes e derivados de leite – também devem ser consumidas, mas com maior moderação.
É claro que o cardápio ideal para cada pessoa varia de acordo com as suas necessidades e objetivos, mas, em geral, a regra é “consumir todos os nutrientes de forma equilibrada, sem excessos ou carências”, diz Alessandra. Para ajustar tudo isso da melhor forma, a dica é procurar a ajuda de um nutricionista.
Lembre-se: a combinação de atividade física com uma alimentação completa e balanceada é sua grande aliada. Para alcançar os melhores resultados possíveis com o treino, além de escolher os alimentos ideias para cada momento do dia (tem atéreceitinhas de suco!), é importe conhecer os hábitos que devem ser evitados. Sabe quando você fica horas e horas sem comer? Esse é um deles!
Antes do treino, consuma alimentos ricos em carboidratos
Antes de qualquer prática esportiva, é importante que forneçamos energia ao organismo por meio de, prioritariamente, alimentos fonte de carboidrato, como frutas (e sucos delas), careais, pães, biscoitos, tapioca, massas, batata, mandioca, mel e suplementos esportivos a base de carboidrato. “Alimentos ricos em carboidrato, quando ingeridos, são convertidos rapidamente em glicose, que é o principal combustível dos músculos e do cérebro”, explica Alessandra. Frutas com cereais, banana com granola ou aveia, suco de uva integral e uma barrinha de cereal e pão integral com geleia são alguns exemplos de lanches ricos em carboidrato.
Esse nutriente é digerido mais rapidamente do que proteínas e gorduras, que, segundo Alessandra, podem provocar sensação de “estufamento” na hora do treino, o que atrapalha seu rendimento. Portanto, se for praticar exercícios imediatamente depois de comer, evite alimentos proteicos e gordurosos - como queijos, ovo, leite e iogurte. Se o intervalo entre a refeição e a atividade física for de aproximadamente uma hora, você pode optar por uma refeição mais completa, já que “o organismo terá tempo para realizar um processo digestivo maior”, afirma a especialista. Nesse caso, você vale incorporar queijo ao pão e iogurte às frutas com granola, por exemplo.

A Alessandra nos passou duas receitas de shakes para você tomar antes de treinar. Confira:

Shake Pré-treino Turbinado
Ingredientes
- 1 banana
- 1 colher de sobremesa de açaí em pó
- 150 ml de bebida de castanha sem açúcar
- Gelo à vontade
- 2 colheres de sopa de granola

Como fazer
Bata a banana, o açaí, a bebida de castanha e o gelo no liquidificador. Sirva em um bowl e adicione a granola por cima.
Shake Pré-treino Green
Ingredientes
- 200 ml de água de coco
- 1 maçã verde
- 1 xícara de salsinha crua picada
- Folhas de hortelã a gosto
- 1 colher de sobremesa de maçã peruana em pó
- 1 colher de sopa de aveia
- Gelo à vontade

Como fazer
Bata tudo no liquidificador.
Depois do treino, consuma alimentos ricos em proteína, associados a carboidratos


Depois de praticar atividades físicas, o ideal é consumir alimentos como leite, queijos, iogurte, ovos, derivados de soja e suplementos proteicos em pó. Fontes de proteína, esses alimentos funcionam como matéria-prima para a regeneração dos músculos. Nesse momento, é importante não se esquecer de complementar a dieta com carboidratos, já que precisamos repor a energia gasta durante o treino, disponibilizando-a também para o início do processo regenerativo da musculatura. Iogurte com frutas - ricos em proteína e carboidrato, respectivamente - são um exemplo dessa combinação.
O que é processo regenerativo?
É o responsável pelo aumento de massa magra, ou seja, pela definição e enrijecimento muscular. Ao ser acionado e trabalhado durante o treino, o músculo sofre diversas “micro lesões” em suas estruturas, o que faz com que, depois do exercício, o corpo naturalmente inicie o chamado “processo regenerativo”. Ele trabalha para reconstruir a fibra muscular e torná-la mais forte. “Esse processo é o responsável pelo resultado do treino, que é criar maior aptidão para o esporte com músculos mais resistentes”, completa Alessandra. É nesse momento em que a combinação entre proteínas e carboidratos se torna fundamental. Entenda:
A proteína é a matéria-prima da musculatura. Se você não fornece esse nutriente, o corpo não consegue produzir músculo, tampouco regenerar sua estrutura.
Depois do exercício, que exige muita energia para ser praticado, seu corpo entra no que Alessandra definiu como “déficit energético”. E é para suprir essa demanda que ocarboidrato serve. O processo regenerativo dos músculos - como qualquer outra função do organismo - precisa de energia para ser realizado. Portanto, de nada adianta fornecer proteínas para o enrijecimento muscular, se o corpo não terá “combustível” suficiente para concluir esse processo de maneira eficiente. É importante entender: o organismo desempenha várias funções vitais, como respiração e circulação, e as tem como prioridade. O que significa que, em uma situação em que faltam nutrientes para que o bom funcionamento dessas funções principais seja garantido, o corpo busca tirar energia do “estoque” que considera mais fácil de acessar: os músculos. Ou seja, opta por quebrar massa muscular, ao invés de regenerá-la.

Confira duas receitas ideais para o seu pós-treino:

Shake Pós-treino Tropical
Ingredientes
- 1 xícara de mangas picadas
- 1/2 maracujá
- 1 rodela de gengibre
- 1 colher de sopa de suplemento proteico sabor neutro ou baunilha
- 1 colher de sobremesa de chia
- Gelo à vontade

Como fazer
Bata tudo no liquidificador.
Shake Pós-treino Antioxidante
Ingredientes
- 1 banana
- 1 dose de suplemento proteico sabor chocolate
- 1 colher de chá de cacau em pó
- 1 colher de chá de canela em pó
- Gelo à vontade

Como fazer
Bata tudo no liquidificador.
Não se esqueça dos demais nutrientes

Além de carboidratos e proteínas, o corpo precisa de vitaminas, minerais, fibras e gorduras importantes. Para isso, é preciso que verduras, legumes, frutas, sementes, castanhas e grãos variados façam parte da sua rotina alimentar . “Nosso corpo é uma máquina incrível e necessita de uma vasta gama de nutrientes para que funcione de modo eficiente”, ressalta Alessandra. A dica é seguir uma dieta que abarque - de maneira equilibrada - alimentos que supram as necessidades do organismo, sem excessos ou carências.
Qual é o segredo para emagrecer?

Para emagrecer com qualidade, é preciso manter ou ganhar massa muscular e perder percentual de gordura. Para isso, é necessário consumir menos energia do que seu corpo gasta, ou seja, optar por comer alimentos ricos em nutrientes e com menor valor calórico. Isso fará com que você garanta a sensação de saciedade, sem comprometer o equilíbrio nutricional.
Não pense somente nas calorias
Se uma maça e um brigadeiro têm a mesma quantidade de calorias, opto por comer o brigadeiro, que é mais gostoso, certo? Errado! Pensando assim, você ignora o fato de que, além das calorias, precisamos escolher os alimentos pelos nutrientes que possuem. Verduras, legumes, frutas e cereias integrais são exemplos de alimentos de baixa caloria, ricos em nutrientes. Mesmo assim, os alimentos mais calóricos - como massas e pães - não devem ser excluídos do cardápio. “O segredo é mexer nas proporções ingeridas de cada nutriente da forma correta”, sugere Alessandra.
Quais são os erros mais comuns cometidos por quem quer emagrecer?
Ficar sem comer por longos períodos
Essa é uma das maiores ameaças à qualidade do treino e ao alcance dos resultados de performance e estética almejados. O corpo precisa de energia e nutrientes 24 horas por dia. Se você fica muito tempo sem comer, ele automaticamente entra em um “estado de segurança”, já que sempre prioriza sua sobrevivência. Ou seja, ao perceber a carência energética e nutritiva por falta de alimento, o organismo dará preferência à manutenção das funções vitais e deixará de lado os processos responsáveis pelo sucesso do treino, como o regenerativo. Segundo Alessandra, “isso vai gerar uma procura natural e avantajada por comida e a pessoa chegará com mais fome e mais vontade na próxima refeição”. A conta é simples. A falta de comida faz com que o metabolismo funcione mais devagar - já que deixa de realizar determinadas funções. Na próxima refeição, pela fome, é natural que você coma muito, de uma vez só. “Isso vai gerar naturalmente uma sobra. É muito descompensado e engordativo”, explica a especialista.

Em média, Alessandra sugere que sejam feitas as seguintes refeições ao longo do dia (sempre atenta à quantidade e à qualidade nutritiva dos alimentos): café da manhã, lanche intermediário, almoço, de um a dois lanches intermediários no período da tarde e jantar. Agora, basta organizar esses momentos ao longo do seu dia, de acordo com a sua rotina. Lembre-se: como o ideal é que o metabolismo funcione de maneira equilibrada a todo o momento, a regra geral é não esperar mais do que três horas entre uma refeição e outra.
Gerar monotonia alimentar
Nenhum alimento tem todos os nutrientes que uma pessoa precisa. É a variedade deles que vai compor uma dieta balanceada. Portanto, Alessandra diz não concordar com aquelas dietas que apostam no consumo restrito de um, dois ou três alimentos - dieta da melancia, dieta do suco verde e dieta do frango com batata doce, por exemplo. Segundo a especialista, esse hábito chamado de “monotonia alimentar” fará com que seu corpo sofra carências: “O metabolismo vai ficar mais lento, já que não tem tudo o que precisa para trabalhar. Isso vai gerar também uma compensação de apetite mais tarde, porque o corpo vai acabar pedindo esses nutrientes na forma de fome”.
Fazer somente exercícios aeróbicos
Musculação associada à atividade aeróbica - como corrida, caminhada e bicicleta -  é a melhor estratégia para se perder peso com qualidade. Ou seja, mantendo ou ganhando massa muscular e perdendo percentual de gordura. Se os números da balança não abaixarem tanto, fique tranquila. O peso corporal não é o melhor termômetro para acompanhar seus resultados. Mesmo que você tenha eliminado gordura do seu corpo, a massa muscular que você ganha ao praticar exercícios de força também pesa na balança, o que não significa que você engordou. “As pessoas têm medo de fazer musculação, porque acham que não vão perder peso, mas musculação não engorda ninguém”, afirma Alessandra. Para medir sua composição física - ou seja, a quantidade de gordura e de músculo que você tem no corpo - existem alternativas, como a bioimpedância.


Fonte: Globo

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A GORDURA E A FORMOSURA - COMO LIDAR ?



A julgar pelas esculturas pré-históricas, o interesse estético focalizava-se nas mulheres gordas. Da mesma forma, entre os povos primitivos, a predileção pela obesidade é franca. Em certas tribos da África, quando uma jovem atinge a idade de casar-se, é posta numa verdadeira ceva - trancada num recinto solitário e submetida a uma dieta especial que chega a duplicar-lhe o peso. Só depois desse processo, é ela considerada capaz de atrair os olhares masculinos.

 Entre os orientais, também, a gordura feminina é apreciada como um sinônimo, não só de beleza, como de abastança financeira, pois só as mulheres de posses podem dar-se ao luxo de comer muito e de viver na quase imobilidade. Na moderna sociedade ocidental o conceito é quase o oposto... O sofrimento da jovem africana na ceva tem o seu contraponto no da modelo, de quem se costuma exigir que seja um “cabide humano”.

Inútil dizer que o ideal, tanto do ponto de vista da estética como da saúde, se situa entre essas duas tendências. Os ossos sob a pele são um espetáculo grotesco, mas não o é menos a gordura transbordante. Assim, devemos, de acordo com o nosso tipo e idade, determinar o peso que mais nos convém e mantermo-nos nele. De nada adianta as dietas esporádicas com perda brusca de peso. Há casos em que a pessoa, achando-se gorda, resolve passar fome até perder 5 quilos e, logo em seguida, cansada de sofrer, abandona a luta. Na maioria das vezes, ao fim de um mês, já recuperou os 5 quilos. E assim passa a vida, perenemente dando um passo adiante outro atrás - o que se situa sempre no mesmo ponto.


 Se quer um conselho, economize em outras coisas, mas se dê ao luxo de adquirir uma balança que lhe permitirá pesar-se todos os dias, sem roupas e à mesma hora (duas coisas importantes), e que atuará como uma espécie de “voz da consciência” para dizer-lhe exatamente a quantas você anda.





segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Bacon, Linguiça, Presunto e salsicha entram em lista de cancerígenos junto com Tabaco


O consumo de produtos como salsicha, linguiça bacon e presunto, aumenta o risco de câncer do intestino em humanos, afirma um novo relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) publicado nesta segunda-feira (26). De acordo com o documento, a carne processada é um fator de risco certo para a doença, e carnes vermelhas de um modo geral são um fator de risco "provável".
As carnes processadas foram colocadas na lista do grupo 1 de carcinogênicos – que já inclui tabaco, amianto e fumaça de diesel – para os quais já há “evidência suficiente” de ligação com o câncer. O relatório foi feito pela IARC (Agência Internacional de Pesquisa do Câncer), órgão ligado à OMS.
Risco de câncer
"Para um indivíduo, o risco de desenvolver câncer colorretal em razão do consumo de carne processada permanece pequeno, mas esse risco aumenta com a quantidade de carne consumida", afirmou Kurt Straif, chefe de programa Monographs, do IARC, que avalia riscos para o câncer.
Um estudo de meta-análise -- que avaliou diversos outros estudos-- estima que cada porção diária de 50 gramas de carne processada aumente o risco de câncer colorretal em 18%. Esse tipo de câncer é hoje o segundo mais diagnosticado em mulheres e o terceiro em homens, e está matando 694 mil pessoas por ano (segundo dados de 2012 da OMS, os mais recentes).
A carne vermelha - grupo dentro da qual estão tecido muscular de boi, porco, carneiro, bode e cavalo - foi classificada como um carcinógeno (produto capaz de provocar câncer) "provável" e entrou na lista do grupo 2A, que contém o glifosato, princípio ativo de muitos herbicidas.
A definição do IARC para carne processada inclui produtos "transformados por salgamento, curagem, fermentação, defumação e outros processos para realçar sabor ou melhorar a preservação", afirma um artigo publicado por cientistas do IARC na revista médica "The Lancet", que acompanhou a divulgação do novo relatório.

Carne vermelha
"Essas descobertas dão mais suporte às recomendações sanitárias atuais para limitar o consumo de carne", afirmou Christopher Wild, diretor do IARC.
"Ao mesmo tempo, a carne vermelha tem valor nutricional", afirmou o médico, sugerindo que as novas recomendações não sejam encaradas de maneira alarmista. "Esses resultados, então, são importantes para permitir governos e agências regulatórias internacionais para conduzirem avaliações de risco, de modo a equilibrar riscos e benefícios de comer carne vermelha ou processada e para fornecer as melhores recomendações diárias possíveis."
"A maior parte das carnes processadas contém carne de porco ou boi, mas também pode conter outras carnes vermelhas, frango, carne de segunda (fígado, por exemplo), ou subprodutos da carne, como o sangue", afirma o artigo.
A classificação mais branda para a carne vermelha é reflexo de "evidências limitadas" de que ela causa câncer. O IARC descobriu ligações principalmente com o câncer de intestino, mas também observou associações com tumores no pâncreas e na próstata, afirmou.

Fonte: Globo

domingo, 9 de agosto de 2015

Raio-X da Nutella - Veja o que há dentro do Creme de Avelã


Ao vê-la assim – em camadas – parece bem pouco irresistível. Você provavelmente não colocaria seu dedo lá dentro. Como relatado pela “Verbraucherzentrale Hamburg”, organização alemã que lida com informação dos consumidores, este pote visto na imagem nos faz fechar nossos lábios e deixá-los bem apertados.
Duas editoras colocaram dentro de um  pote vazio de Nutella, todos os ingredientes presentes no rótulo da etiqueta, veja o resultado. Um pote cheio, com quase a sua metade de açúcar branco e óleo de palma, e a outra metade com apenas pequenas quantidades de avelãs, cacau e leite em pó desnatado.
Não é a primeira vez que questionamos a qualidade dos produtos da Ferrero. Tanto é que a empresa já tentou impedir estas perguntas. No site da Ferrero, na parte dedicada à propaganda do chocolate da Nutella, existe toda a história de sua origem e seus ingredientes.
Quase um conto de fadas. Assim, descobre-se que todo o açúcar utilizado não é exclusivamente branco e refinado: 75% de açúcar de beterraba e os 25% restantes são de açúcar refinado da cana de açúcar. Além disso, “o óleo de palma – informa a Ferrero, em seu website – torna a Nutella cremosa e melhora o sabor dos outros ingredientes. Sua origem vem da Malásia, Papua Nova Guiné e Brasil, de plantações certificadas pela Roundtable on Sustainable Palm Oil (RSPO)”.
Fonte:coletivoverde

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Conheça o Suchá, novo aliado da alimentação saudável !


O chá tem compostos bioativos que proporcionam inúmeros efeitos favoráveis ao corpo e as frutas são fonte de vitaminas e minerais. Juntos, eles formam uma poderosa bebida que pode ser aliada ao controle da diabetes, da pressão e ao combate à inflamação.


"Indicado para desintoxicar o organismo, os suchás podem ser empregados como forma terapêutica ou pelo próprio prazer da bebida refrescante”, explica a nutricionista funcional Patricia Davidson Haiat.

O consumo diário dos suchás elimina as toxinas acumuladas no organismo, seja pela má nutrição, desidratação ou estresse metabólico. “Além disso, os chás reduzem os riscos de doenças cardiovasculares e algumas formas de câncer. Também auxiliam no controle do peso corporal, na proteção contra os raios ultravioleta, na proteção hepática e na manutenção da den
sidade mineral óssea”, completa Patricia.


A bebida alcoólica gera um processo inflamatório no corpo. A dor de cabeça, um dos sintomas mais comuns durante a ressaca, pode ser explicada pelos efeitos de vasodilatação do álcool, pela hipoglicemia e também pelo aumento de prostaglandinas e citocinas pró-inflamatórias.

"Esse suchá contem alimentos com ação anti-inflamatória e compostos que aliviam as dores de cabeça", explica a nutricionista Isabel Jereissati.

Ingredientes:

150ml de chá branco em temperatura ambiente
1 colher de sopa de suco de limão
3 folhas de hortelã grandes
1 pitada de gengibre ralado
200ml de suco de maçã

Modo de preparo:

Bater no liquidificador todos os ingredientes.



Ingredientes
500 ml de água
1 colher de sopa de folhas desidratadas de hibisco
3 sementes de cardamomo ou 1 fatia de gengibre com casca ou 1 unidade de anis estreladoou
1 canela em pau ou 3 unidades de cravo; pode-se utilizar um pouco de todos, se preferir

Modo de preparo
Ferva a água com as folhas de hibisco e as especiarias escolhidas por 5 a 10 minutos, coe e leve para gelar. Depois de gelado, bata no liquidificador com 6 morangos ou 6 unidades de qualquer tipo de fruta vermelha. Também pode ser servido puro, com gelo e cubos de frutas da estação.

Combinação tem efeito diurético. Aprenda a fazer


Ingredientes
500 ml de água
1 colher de sopa de folhas desidratadas de hibisco
3 sementes de cardamomo ou 1 fatia de gengibre com casca ou 1 unidade de anis estreladoou
1 canela em pau ou 3 unidades de cravo; pode-se utilizar um pouco de todos, se preferir

Modo de preparo
Ferva a água com as folhas de hibisco e as especiarias escolhidas por 5 a 10 minutos, coe e leve para gelar. Depois de gelado, bata no liquidificador com 6 morangos ou 6 unidades de qualquer tipo de fruta vermelha. Também pode ser servido puro, com gelo e cubos de frutas da estação.

Fonte: Globo

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Matchá - Mais potente do que o Chá Verde, promete dissolver a Gordura e acelerar o Metabolismo


Os chás são conhecidos como aliados da perda de peso. O novo queridinho do pedaço é o matchá, ainda mais potente que o chá verde, segundo os especialistas. “Tem propriedades emagrecedoras incríveis e, aliado a uma dieta balanceada com a prática regular de exercícios físicos, ajuda no processo de aceleração do metabolismo”, disse o endocrinologista Alfredo Cury, do Spa Posse do Corpo.


O matchá é extraído da mesma planta que o chá verde, a camellia sinensis, mas tem com um processo de produção diferente, feito de forma artesanal, como informou Cury. “É elaborado com as folhas mais novas e tenras do chá verde, vindas de plantações protegidas do sol. Depois de colhidas, as folhas são trituradas muito lentamente em um moinho de pedra, até que sejam reduzidas a pó. O gosto herbal é muito pronunciado, é preciso educar o paladar para degustar”, detalhou a nutricionista Caroline de Salve, da Salutem - Nutrição e Bem Estar. 

 O vegetal produz mais clorofila, aminoácidos e l-teanina, que ajudam a dissolver a gordura e a eliminá-la mais rapidamente. “Possui substâncias como a cafeína e as catequinas, que estimulam o metabolismo e, com isso, podem auxiliar na perda de peso”, acrescentou a nutricionista Patricia Ramos, do Hospital Bandeirantes. 

 A nutricionista Caroline lembra que é diurético e, assim, diminui inchaço e retenção hídrica, mas ressalta que não se pode estipular quanto peso alguém perde com o seu auxílio, já que depende da reação do organismo de cada um e de outros hábitos, como alimentação e atividade física. “Os pesquisadores constataram que homens saudáveis que consumiram a bebida durante treinamentos de intensidade moderada tiveram um aumento de 17% a 25% na taxa de queima de gordura”, acrescentou a profissional.


Outros benefícios Segundo a nutricionista Patricia, o matchá também pode contribuir com o controle do colesterol por ser rico em fibras. “Outro benefício é que ele ajuda na recuperação muscular e, por isso, é muito indicado para quem pratica atividades físicas regularmente”, lembrou o endocrinologista Cury. A nutricionista Caroline ainda listou ação antienvelhecimento, aumento de energia, combate à inflamação e à oxidação, além de redução no risco de câncer de mama, incômodos pré-menstruais e celulite. 

 Outra boa notícia é que tem poucas calorias, apenas três em uma porção do chá. A dica da nutricionista Caroline é ingeri-lo no lugar de outras bebidas, como cappuccino (74 calorias em uma xícara) e leite desnatado com chocolate (140 calorias em uma xícara). 


Preparo 

Além do tradicional chá, o produto pode ser ingrediente de smoothies, sorvetes, iogurtes, sucos, vitaminas. “Como ele é em pó, algumas pessoas utilizam no preparo de bolos e pães”, lembrou a nutricionista Patricia. O consumo recomendado é de 15 g a 20 g por dia. É possível comprar matchá em lojas de produtos naturais.


Cuidados 

Apesar dos benefícios, o excesso pode causar alguns efeitos colaterais. “Dores no estômago, insônia, dores de cabeça, irritabilidade, diarreia e azia, devido à grande concentração de cafeína e clorofila em sua composição”, listou o endocrinologista Cury.


Fonte: Terra

domingo, 25 de janeiro de 2015

"Dieta Detox e Suco Detox é Tudo Mentira, não funciona!" diz Edzard Ernst


O alemão Edzard Ernst tem más notícias para os adeptos do detox. Professor da Universidade de Exeter, no Reino Unido, Ernst se tornou um pesquisador respeitado ao tratar de um campo que muitos cientistas olham com ressalvas – o das terapias médicas alternativas. Ao longo da carreira, investigou se formas pouco convencionais de cuidar da saúde, como acupuntura e homeopatia, eram eficientes. O rigor de seus trabalhos lhe valeu um desapontamento pessoal – Ernst começou a carreira como médico homeopata. Concluiu que a homeopatia não funciona.

Agora, se empenha em destruir um mito relativamente novo: o de que dietas do tipo detox, que prometem livrar o corpo das toxinas adquiridas em dias de comilança e bebedeira,funcionam. “O detox faz mal para o bolso”, diz Ernst. Durante as festas de fim de ano – e também durante a vida cotidiana – nossos corpos produzem toxinas prejudiciais. Elas são resultado da quebra de substâncias adquiridas na alimentação. Um corpo saudável consegue livrar-se delas sem problemas: para isso, trabalham órgãos como o fígado, rins e a pele. “Não precisamos de ajuda externa para isso”, diz Ernst.

Segundo ele, dietas que prometem nos livrar das toxinas acumuladas mentem. Fazem sucesso porque é sedutora a promessa de que podemos comer bobagens e fazer pouco exercício o ano todo para, com um suco, ficar saudáveis: “O conceito do detox é muito atraente por isso: por que não envolve muito esforço”. Sucos e misturas não são capazes de fazer um rim saudável trabalhar melhor. E, se o seu não estiver funcionando, melhor correr para o médico, não para o supermercado.


Época – O senhor escreveu artigos recentes sobre como o detox engana seus consumidores. Fez estudos específicos para chegar a essas conclusões?
Ernst - Não, não fiz.  Apenas um, sobre a eficácia da alcachofra no tratamento de ressaca. Mesmo assim, os jornalistas me perguntavam a respeito todo o tempo. Por isso, decidi examinar a ausência de evidências em favor do detox. Não haver estudos que o defendam é também um sinal importante.

Época – E por que outros cientistas não se dedicam a questionar essas dietas?
Ernst – Por que, para qualquer médico, é bastante óbvio que essas empresas só querem lucrar ao enganar consumidores crédulos. E porque cientistas não gostam de destruir mitos, eles gostam de descobrir coisas novas.

Época – Há alguma modalidade de detox que funcione e seja benéfica para o corpo?
Edzard Ernst – Se você tiver um vício em drogas, o processo de tratamento contra a dependência recebe o nome de detox. Esse é o tipo de desintoxicação que funciona, baseado em evidências científicas. Por contraste, as formas de detox promovidas como terapias alternativas, e oferecidas de diferentes maneiras, não têm comprovação científica. Elas não funcionam.

Época- Funcionando ou não, as dietas detox se tornaram muito populares. Por que as pessoas têm tanto interesse nelas?
Ernst – Essas dietas são promovidas, de maneira muito inteligente, como formas de tratamento capazes de absolver as pessoas de todos os “pecados” que elas porventura cometeram. Pecados como comer demais, por exemplo. O conceito do detox é muito atraente por isso: porque não envolve muito esforço.

Época – E o detox pode ser prejudicial?
Ernst – Isso varia conforme a dieta. Algumas ervas medicinais podem causar efeitos colaterais, fazer a pessoa se sentir mal. Além disso, o detox faz mal para o bolso. Por fim, é perigosa a ideia de que podemos passar dos limites sem riscos, porque o detox vai nos salvar.


Época- Os alimentos que consumimos diariamente produzem toxinas prejudiciais para o corpo quando digeridos. Como nos livramos dessas substâncias?
Ernst – O corpo se encarrega disso, através dos rins e fígado, por exemplo. Não precisamos de ajuda externa para isso.  O que precisamos é parar de nos envenenar.
Época – As pessoas parecem mais dispostas a duvidar de outras terapias alternativas, como a homeopatia. O detox, por outro lado, têm adeptos e não é muito questionado. Por que o detox tem tanto crédito?
Ernst – Por que a propaganda é bem feita, e porque diversas celebridades promovem esses produtos gratuitamente.
Época – O senhor ganhou notoriedade ao desafiar certos mitos sobre a medicina alternativa, e ao fazê-lo com rigor científico. Por que se dedicar a esses estudos?
Ernst –
 A medicina alternativa me fascina desde a época em que eu trabalhava como clínico em um hospital homeopático. Essa é uma área na qual abundam questões sem respostas. Quando me tornei cientista, me dedicar a isso pareceu uma escolha óbvia.
Época- Quando decidiu pesquisar homeopatia, o senhor constatou que a técnica não funciona. Como ex-homeopata, essa descoberta o entristeceu?
Ernst – Eu estava intrigado: muitas pessoas se beneficiam da homeopatia. Mas, mesmo assim, não fazia sentido que ela funcionasse. Não fiquei triste. Como cientista, fico feliz em descobrir a verdade. Não importa qual seja essa verdade.

Época – O senhor mantém um blog atualizado e costumava colaborar com jornais britânicos, como o The Guardian. Acha importante que os cientistas sejam próximos do grande público e tornem suas descobertas acessíveis?
Ernst – As pessoas têm o hábito de tomar decisões terapêuticas sozinhas, sem nem mesmo consultar um médico. Isso é perigoso. Por isso, é importante que elas tenham acesso a informação confiável nos meios de comunicação. Sinto como se fosse uma obrigação minha fazer o melhor para que isso aconteça. Até porque, há muita bobagem sendo disseminada.
Época- O senhor também tem formação musical. Arrepende-se de deixar a música de lado para ser cientista?
Ernst - Nem um pouco. De certo modo, a ciência lembra o show business.

Fonte: Época